Breve panorama Histórico

pag-astro-body2

Numa primeira fase em que a humanidade estava mais carenciada de domínio sobre os elementos da natureza, a Astrologia surge num contexto de aplicação prática, mas à medida que este patamar foi sendo ultrapassado, ela serviu de sistema de navegação para os eleitos que ousavam penetrar mais além da condição humana, rumo à Espiritualidade.

Ir além da condição humana é algo muito exigente, mas quando tal é possível confere muito poder, e talvez por essa razão sempre houve disputas e polémicas na e pela Astrologia. Imperadores e até Papas, receosos do uso da Astrologia em conspirações, mandaram executar astrólogos menos favoráveis aos seus interesses, por exemplo.

É sabido a nessecidade sentida em certos momentos históricos de controlar o Conhecimento em geral. No caso da Astrologia, e no contexto Europeu, aconteceram dois momentos mais óbvios a esse respeito: Idade Média e Iluminismo.

Em ambos os casos, e não obstante a propaganda no sentido de a desvalorizar, tentou-se uma apropriação exclusiva da Astrologia, pois dado o poder que ela representava, não podia estar disponível para qualquer um.

Não surpreende então, que numa visita a bibliotecas de qualquer mosteiros se encontrem quase todas as obras de autores Clássicos, sejam gregos, romanos, hebraicos ou muçulmanos. Apesar de destruir inúmeros documentos e pessoas que tinham relação com a Astrologia, é hoje claro que a Igreja actuou como uma Arca de Noé do conhecimento durante o período Medieval.

O Renascimento e a sua abertura ao oriente Mediterrânico, libertou de novo a Astrologia, porém mais uma vez a desvalorização e humilhação ocurreram com o advento das Ciências quantitativas. Kepler e Newton, são apenas dois exemplos de ocultação deliberada do seu interesse por essa ciência obscurecida, durante este período.

E mais uma vez, em pleno séc. XVII surge uma congregação, gradualmente institucionalizada, a Maçonaria, que absorve todo o conhecimento tradicional da Astrologia e ciências afins nas suas bibliotecas muito privadas.

Ainda que publicamente desvirtuada, era secretamente usada em exclusivos grupos de poder Maçonicos, que por sua vez influenciaram as Universidades e o poder político. A Revolução Inglesa que conduziu Cromwell ao poder, a Revolução Francesa ou ainda mais a Americana são casos evidentes dessa infuência não óbvia da Astrologia e de quem a dominava.

Durante estes períodos a Astrologia ficou reduzida a uma expressão muito simplista e popular, por vezes quase moribunda.

Porém, desde o último quarto do séc. XX temos assistido a uma cada vez maior libertação do conhecimento Astrológico. Tempos houve que era um assunto exótico de jovens líricos e de donas de casa ricas e ociosas, mas hoje até bancos e grandes financeiros procuram assistência de astrólogos.